Pan-americano de Wrestling em Fortaleza

Publicado em 18/09/2018
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Por: Coach Elison Dantas, primeiro brasileiro membro de um time de Wrestling da NCAA, em 2005 e 2006 ficou em terceiro lugar por equipe no campeonato de Wrestling nacional da NCAA. Recebeu o anel de honra do clube Oklahoma-Sooners. Fundou e atualmente dirige a WEFA - Wrestling and Education For All (Luta e educação para todos), organização sem fins lucrativos que ajuda a popularizar o Wrestling no Brasil.

A entidade máxima do Wrestling mundial, UWW - United World Wrestling, desembarcou no nordeste brasileiro para o maior campeonato da modalidade no nosso continente, onde todos os países chegaram com a finalidade de assegurar a vaga para o campeonato mundial que será realizado na Eslováquia ainda esse ano.
Nos dias 17 a 19 de agosto, atletas com idade entre 18 e 20 anos se enfrentaram no CFO - Centro de Formação Olímpica, na capital cearense, e comprovaram que o futuro do Wrestling brasileiro está sendo renovado.
Na classificação geral que totalizou os pontos somados dos três estilos, os EUA dispararam na frente fazendo 240 pontos, o Canadá ficou em segundo com 147 pontos, em terceiro o México com 100 pontos e logo em seguida o Brasil, com 96 pontos.
Apesar do governo ter feito um grande investimento no Wrestling durante o ciclo olímpico da Rio 2016, o Brasil ainda é um bebezinho na modalidade comparado aos EUA e Canadá e aos Estados Unidos, acredita-se que os brasileiros ainda levarão um bom tempo para brigar de frente por um troféu de campeão geral por equipes. Porém, no individual algumas grandes esperanças surgiram no tapete brasileiro.
No feminino onde as equipes ficaram bem equiparadas na contagem de pontos, a talentosa Thais de Lucas de Oliveira até 72kg, wrestler esforçada que muitas vezes passa o dia fora de casa treinando com seu mestre, Laerte Barcelos (pai do Raoní Barcelos - UFC) na cidade do Rio de Janeiro, foi campeã na sua categoria vencendo a americana Andrea Sennett na final e manteve viva a tradição brasileira feminina nas categorias mais pesadas.
Desde de 2006, as brasileiras vêm conquistando grande respeito no cenário internacional, assim como as wrestlers como Rosangela Conceição, bronze no jogos Pan-americanos do Rio em 2007 e representante em Pequim 2008, e Aline Silva Ferreira, vice-campeã mundial 2014 e representante na Rio 2016, a Thaís está trilhando o mesmo caminho.
O Wrestling feminino é muito jovem no cenário internacional, somente iniciou nos jogos olímpicos em 2004, mas, por nossas mulheres lutadoras já estarem equiparadas tecnicamente nessa época, a CBW iniciou um foco maior no preparo do Wrestling feminio brasileiro, e hoje conquistamos alguns bons resultados, além da Thaís, também medalharam as brasileiras Beatriz dos Reis, Gabriela Rocha, e Evelyn Santos.
Já no estilo Greco-romano, o brasil também possui uma certa tradição, iniciada com o Floriano Spiess nos Jogos Olímpicos de Seul, David Albino medalhista nos Jogos Pan-americanos de 2015 e, na Rio 2016, representado por Eduard Soghomonyan.
Continuando essa excelência, nesse Pan, a seleção de Greco vem sendo bem renovada com a presença do Joilson Júnior, jovem formado na base que foi iniciada desde 2014, quando fizeram uma seletiva nacional e prepararam os jovens cadetes para os Jogos Olímpicos da Juventude em 2014 na China. Joilson se consagrou o primeiro tricampeão Pan-americano Júnior do Brasil. Esse grande feito se deve ao grande lutador cubano, e agora Coach Juan Marén, três vezes medalhista olímpico, que viveu no brasil durante o Ciclo Olímpico da Rio 2016, treinando jovens como o Joilson e Thais Oliveira.
Além de Joison, os atletas Fabio Rodrigues, Michael Lima e Gabriel Lira também medalharam nesse Pan Jr 2018, todos na Greco.
Finalmente no Pan de Fortaleza, conseguimos alguns resultados no Estilo Livre, onde o Brasil conseguiu duas medalhas de prata, o gaúcho Guilherme Lima, que surpreendeu ao vencer o canadense Richard Deschatelets na semi-final, mas, infelizmente, perdeu a final para o Americano Austin Harris.
Nosso outro medalhista de prata foi Felipe dos Santos, que estava indo bem na luta aérea contra o americano Mantanona, porém quando foi ao chão, foi surpreendido com uma técnica de solo do escolar americano, chamada “hammerlock”.
Analisando: fazia um bom tempo que o feminino não ganhava uma medalha de ouro; a Greco vem fazendo bonito devido ao investimento feito nos últimos anos, mas, o Estilo Livre precisa melhorar, queremos um ouro também!
Em setembro essas jovens promessas terão uma prova de fogo no Campeonato Mundial Júnior na Eslováquia e, a Revista Pegada acompanhará essas novas feras da Luta Olímpica brasileira.

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