O último UFC do ano no Brasil

Publicado em 30/10/2017
Imagem do Artigo O último UFC do ano no Brasil

Apesar das derrotas nas duas lutas principais da noite, a torcida brasileira comemorou nove vitórias de brasileiros no UFC® Fight Night: Brunson x Machida, realizado neste sábado, dia 28 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera. Próxima edição no Brasil já tem data: 3 de fevereiro, em Belém
O último UFC do ano no Brasil foi realizado neste sábado, dia 28 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, que recebeu 10.265 pessoas e teve sua lotação esgotada.
Na luta principal o americano Derek Brunson nocateou o brasileiro Lyoto Machida aos 2min30s do primeiro round.
"O Lyoto Machida não tem muitos buracos no seu jogo, ele é um cara muito experiente que está aí há muito tempo. Eu não esperava um término rápido, mas sabia que não queria deixar ir para a decisão. Eu gosto do Brasil, foi uma grande experiência. Os fãs apoiaram o lutador da casa, eu não esperaria diferente. Mas eles não podiam entrar no Octógono, então não fez diferença no final das contas." Finalizou o americano.
Já na co-luta principal, Demian Maia foi derrotado pelo falastrão Colby Covington, por decisão unânime dos árbitros laterais, que voltou à desrespeitar os brasileiros: “Eu fico um pouco desapontado, pois vim aqui para aposentar o Demian Maia e finaliza-lo hoje. Mas depois do que aconteceu hoje, eu não acho que ele vá voltar, então estou feliz. A reação da torcida era o que eu esperava, eles me odeiam e eu não os respeito. Eles não precisam traduzir o que eu disse porque eu estava falando com os Estados Unidos, onde meus fãs me apoiam.” Colby aproveitou para alfinetar também o campeão da categoria: “Tyron Woodley, veja só o que eu fiz com o Demian Maia em três rounds? Eu bati nele muito mais forte do que o Woodley fez em cinco rounds. A única pessoa que eu quero ver em um contrato na minha frente é Tyron Woodley. Ele está correndo de mim. Eu já o derrotei na academia antes e agora vou finaliza-lo dentro do Octógono.”
O paulistano “Pedrinho” Munhoz não decepcionou seus conterrâneos e finalizou Rob Font com uma guilhotina aos 4min03s do primeiro round e, de quebra ainda levou para casa o bônus de 50 mil dólares pelo seu desempenho. “É uma sensação incrível, é o quarto ano consecutivo lutando aqui na minha cidade e nada melhor do que finalizar, usar o Jiu-Jitsu Brasileiro. O Rob Font é um cara muito duro, a única derrota que ele teve no UFC foi para o John Lineker por decisão, e eu fui o primeiro na história a finalizá-lo ... Eu não tenho nenhum nome em mente, encaro quem o UFC colocar na minha frente.”
Francisco Trinaldo é o brasileiro que mais lutou nos UFCs Brasil, como ele mesmo disse: “se não foi todos, foi quase!” Mais uma vez Massaranduba contou com o apoio da galera para vencer o experiente Jim Miller por decisão unânime. “Foi uma luta boa, o Jim Miller é um grande lutador. Eu não fiz o que gostaria de ter feito, que era nocauteá-lo, mas eu sabia que ia vencer. Foi importante vencer novamente, o Kevin Lee foi uma fatalidade, mas eu ainda vou dar uma surra nele.”
Thiago “Marreta” Santos confirmou a ótima fase e conseguiu seu terceiro nocaute técnico consecutivo, a vítima da vez foi o sueco Jack Hermansson, que não foi salvo pelo gongo, pois o árbitro central interrompeu o combate aos 4min59s do primeiro round.
“Eu sabia que ele era um cara que se movimentava bastante, então a ideia era não entrar no jogo dele e esperar o momento certo para conectar um golpe. O céu é o limite, espero ter uma oportunidade de fazer uma luta principal muito em breve ... Não tenho pretensão em relação ao ranking, acho que preciso fazer o que venho fazendo: vencer minhas lutas com propriedade e o resto vai acontecer naturalmente. Eu e Derek Brunson estamos lutando na mesma noite, né? Ele vencendo ou perdendo, eu aceitaria essa luta.”
Os outros brasileiros que fizeram a alegria da galera presente foram: John Lineker, Vicente Luque, Antônio Cara de Sapato, Elizeu Zaleski, Deiveson Figueiredo e Marcelo Golm confira abaixo seus depoimentos.
O próximo evento do UFC® no Brasil, o primeiro de 2018, já tem local e data. No dia 3 de fevereiro, a organização desembarca pela primeira vez na região Norte do Brasil com o UFC® Belém.

John Lineker: “Eu fiquei dez meses parado, o ritmo de luta, querendo ou não, não é o mesmo. Não fiz uma das minhas melhores performances, mas vitória é vitória, independente de como seja. Quero voltar para casa, me recuperar e treinar mais duro para o próximo. Que eu gostaria muito que fosse um cara bem rankeado, um Top 5.”

Vicente Luque: “Não digo que está virando minha especialidade, mas eu sempre estou treinando, sempre estou pronto. Sei que as maiores lutas vêm em cima da hora, então se alguém cair, eu vou entrar, vou bater o peso e entrar lá e dou o meu melhor. Podem esperar um Vicente evoluindo cada vez mais, dominando mais, eu estou aqui para ser campeão. Eu vou seguir meu caminho, sejam 10.000 ou 2 lutas, quantas levarem, eu vou chegar lá e vou ser campeão. Eu quero pegar os melhores trocadores, eu sou do Muay Thai, é a minha origem. Quero enfrentar Darren Till, Donald Cerrone, Jorge Masvidal, todos esses nomes do Top 15.”

Antônio Carlos Jr: “Eu falei que ia finalizar no primeiro round um cara que nunca havia sido finalizado. E foi isso que fiz. Eu estou pronto para qualquer desafio, muitos ídolos estão para se aposentar e eu estou aqui para continuar levando o Brasil ao topo da categoria. É muito mágico vencer aqui, onde fiz minha estreia no UFC. Esse lugar traz muitas boas recordações e é incrível estar aqui.”

Elizeu Zaleski: “Mais uma luta, mais uma vitória. Consegui impor meu jogo, não foi o que a gente queria - que era terminar o mais rápido possível -, mas o Max é um cara duro, um cara que merece muito. Podem esperar um cara com cada vez mais vontade de subir degraus dentro da categoria. Hoje é um dia muito feliz pra mim. Logo após a vitória, descobri que vou ser pai pela primeira vez. Meus treinadores já sabiam, mas queriam fazer surpresa para depois da luta.“

Deiveson Figueiredo: “Eu achei a luta muito boa. Pela primeira vez na minha vida, apanhei muito, mas não desisti. Eu tentei finalizar várias vezes mas não consegui. Ele é um cara duro, tem o pescoço forte por conta do Wrestling. As guilhotinas foram bem encaixadas, mas não consegui finalizar. Eu também poderia ter defendido melhor as quedas dele. Eu estava muito na base do Muay Thai, o que facilitou ele me levar para o chão.”

Marcelo Golm: “Eu vi a luta terminando dessa forma desde o primeiro dia em que assinei com o UFC. Trabalhei muito para isso, estava estava confiante na vitória. Eu vou sempre dar esse show, sou um lutador que busca a luta, que busca o nocaute. Estrear dentro de casa sempre é bom e o apoio da torcida me motivou muito a conquistar esse resultado. “

Resultados da noite: 

  • Derek Brunson derrotou Lyoto Machida por nocaute aos 2min30s do R1;
  • Colby Covington derrotou Demian Maia por decisão unânime;
  • Pedro Munhoz derrotou Rob Font por finalização aos 4min03s do R1;
  • Francisco Massaranduba derrotou Jim Miller por decisão unânime;
  • Thiago Marreta derrotou Jack Hermansson por nocaute técnico aos 4min59s do R1;
  • John Lineker derrotou Marlon Vera por decisão unânime;
  • Vicente Luque derrotou Niko Price por finalização aos 4min08s do R2;
  • Antonio Carlos Junior derrotou Jack Marshman por finalização aos 4min30s do R1;
  • Jared Gordon derrotou Hacran Dias por decisão unânime;
  • Elizeu Zaleski derrotou Max Griffin por decisão unânime;
  • Deiveson Figueiredo derrotou Jarred Brooks por decisão dividida;
  • Marcelo Golm derrotou Christian Colombo por finalização aos 2min08s do R1.

 
Esta cobertura teve o apoio de:

  • Polvo Team Fight Club
  • AESIR
  • World Tatami